
Deixei ali atrás da porta um par de asas pra você. Se quiser voar, siga as instruções que deixei na mesinha ao lado.
São apenas folhas em branco, eu sei, mas ainda assim se faz necessário lê-las com calma. Leia as cores, beije as letras, o branco só é vazio para quem quer. Se você quiser guardar a possibilidade do vôo só dentro dos olhos, também não me importo.
Pendurei as asas atrás da porta justamente porque o tempo de nenhuma pessoa é igual ao de outra pessoa, e eu entendo pacientemente e sem firulas se você quiser esperar outros ventos.
Para quem tem a calma de esperar, os ventos estão cada vez melhores e oportunos.
Seja brisa, seja tufão, se quiser sentir só no rosto, por mim está certo.
Espero que você ao ler este bilhete que escrevo sem grafites visívies ou cor normal, entenda sílaba por sílaba que a sua interpretação é o que rege este enredo de carta, estas rimas que no texto não existem.
Meu recado é este e paro por aqui.
Não esqueça das asas quando a porta estiver fechada.
Luciana Elaiuy
Feriado de liberdade! E a promessa de voltar para novos desafios!

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