terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Eu tenho inveja do vento que te toca...

Quando bate aqui dentro, eu sei, eu sinto. O coração acelera e é um aperto no estômago. O ar falta de repente e dá uma vontade de quase chorar. Então eu tento ir para um lado, ou para o outro, mas meus passos são em vão. Então eu grito. Grito alto, ou baixo, ou seguro o grito e fico com vontade de pular. Essa é a hora que eu te procuro. Eu te vejo mas não te enxergo e entro em desespero e olho pra todos os lados e grito o seu nome e me falta o ar e eu tento correr mas não saio do lugar e eu pergunto por você e eu grito por você e eu choro e corro e pulo e fico sem respirar...E quando eu paro, você estava o tempo todo ali, do meu lado, me olhando...me enxergando e não me vendo. É a hora que eu não aguento. Você está perfeitamente lindo. E o sorriso que você abre aperta meu coração bem forte, e puxa meu estômago e todo o resto pra você. E eu penso que não pode e eu tento me afastar, ficar longe mas eu sinto a sua boca e eu sinto o calor do seu corpo. Meu coração bate umas cinqüenta vezes mais rápido. O momento demora horas, séculos, eras e não pode acabar nunca. Não acaba. Não acaba. Não acaba...e eu abro o olho. E eu vejo que você já se foi.

Nenhum comentário: